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domingo, 31 de agosto de 2014

Nemo. Nemo. Nemo. Ian Nemo.

- Veste o fato nemo. O ar pesado magoa. 
E de novo, nemo cresce. As mágoas e dores desaparecem. As expectativas ficam pausadas até ao próximo jogo de palavras.
- Nada nemo, nada. E mergulha, mas não te atires de cabeça demasiadas vezes. As tuas costas estão tão gastas...
E de novo, nemo morre. Os frios e calores desaparecem. O afeto fica à espera de ser despertado. 
O músculo arde.

domingo, 17 de agosto de 2014

Pees and Carrots, Pees and Carrots again, Equilibrium. Nemo.

Abre, morde, rasga, sente. Abre, acolhe, aperta, sente. Abre, chora, ri, sente.

As forças mágicas que combatem o medo estão exaustas. Mas elas lutam, mordem, rasgam, acolhem, apertam, choram, e riem. As forças mágicas continuam a existir, e para haver equilíbrio, deixam o receio e o medo também exaustos. E de cada vez que lutam, enchem-se de oxigénio, de energia e de vida, e destroem completamente o campo de batalha. Retiram-se ambos exaustos. Nemo permanece. Voltam a crescer flores, vem calor e chuva, brisas leves e neve. E outra batalha começa. Novamente o campo de batalha é destruído. Nemo permanece. 

E de vez em quando, aparecem caminhos bonitos e alternativos. (Que parem as batalhas, para os podermos seguir, e descobrir os seus cursos.)
Isto tudo acontece dentro do meu peito. Desequilíbrio.  

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Desencadear emoções, chuva e vento. Poesias. - α

A nossa geração é dominada pela tecnologia. As mensagens de texto, são cada vez mais frequentes, e, com isto, o tempo insiste na remoção das nossas pseudo-habilidades de interacção. Admito que também estou dependente delas.. (E as cartas dirigidas antigamente, essas pelo menos, tinham magia.. Agora, nada.)

Dentro da alma, do osso partido e do coração rasgado, há força suficiente para carregar a dor de não saber. O vento pode desencadear emoções à chuva. O vento sempre pôde, e vai continuar, provavelmente, a poder. 


Se perde a chuva o rumo,
E o vento larga as brisas,
Nascem do preto fumo
Poetas e poetizas

Sem saberem se é morte,
Ou vida em tom ousado,
Negam as chances da sorte
Carregam peitos de luto
E congelam em tom bruto,
Irreverências do fado


Quando negam o calor,
Passam até do limite,
Prende o fogo, volta a dor
Sofre quem não admite,
Sofre a chuva, sofre o vento,
E a água é desalento.


Abraça a chuva, vento
E dá força ao qu' ainda é vida
Que tudo tem um momento,
Só o tempo é a saída