Curioso estar à espera
Que se faça luz do nada
E começe a chover fogo
D'onde a tristeza opera
Ninho da chama apagada
Sem sinal de pedagogo
Em sonho nasce a esperança
D'entre pétalas rasgadas
E de bixo esfomeado;
Ganha cor, balanceado
E em grande confiança
Fortes chances almejadas
Quando revelada a essência
E o suporte da alma,
É desfeita a construção;
É roubada em pressa a calma
E daquela irreverência
Se desfaz o coração
E seca, já desvirtuando
Debuta a ferida a sarar;
Era só do imaginário
Que se alimentava o lume
E se erguia do estrume
Aquele calor tão brando
Que me fazia sonhar,
Preterir ser ordinário