Tudo que tenho para te presentear são pedidos de desculpa. Desculpa não te ter poupado à dor. Desculpa não ter entendido bem pelo que estavas a passar. Desculpa acima de tudo, ter-te tirado o que para mim se tornou tão precioso. Desculpa. Desculpa porque fui fraco e sucumbi ao desejo. Nunca desejaria que isto acontecesse se não fosse a minha natureza mais forte que a minha palavra. Cura-te de mim, que sou uma doença. Desculpa.
O tempo pode
encontrar
A mais pura das
mensagens
Na agrura da fleuma
E tratar de restaurar
No interior da
pneuma
As vontades mais
selvagens
Nem águas dos
sete mares,
Nem brisas dos
sete ventos,
Podem conceber
deveras
O poder dos
pensamentos
E a força dos
olhares
Quando somos
feitos feras
O ente aniquilador
Diz-se dono da
razão
Mas não sabe o
que se passa;
Já o qu’ ainda
sente amor
Vê no outro a
desgraça
De um ser sem
coração
Mas é o passar das
fases
Que dita as
regras do jogo
E quem é o vencedor
Hei eu de cair em
fogo
Vais corroborar as bases
E construir novo
amor
Sabendo o que sucede
Só mantenho algo
em pena,
Qu'é ter-te tirado o ombro;
E a minha alma
pede
Que retires o
assombro:
Devolve-te à
pequena
E como resposta
final
Culpa e
arrependimento
Sinto depois
deste espaço;
Mas nem tudo foi
tormento
Porque em nada
foi banal
A força do nosso laço
