Passaram-se uns dias desde que deixei este vício. Umas semanas, ou talvez uns meses.
São inúmeras as vezes que dizemos que estamos apaixonados, que é esta ou aquela a pessoa certa. Com o passar do tempo, vou corroborando a ideia de que não tenho discernimento necessário para decidir o que amo, que se revela sempre diferente daquilo que admiro.
Mais uma vez estilhacei mil pedaços de vidro. Sinónimo em bruto das vidas espelhadas que voltei a derrubar. Voltei a destruir o que me devia ser alheio, e a estragar coisas que à vista não armada, parecem ser intocáveis.
E agora, justamente agora, começa o músculo a ganhar novo rumo, e a dar-me uma razão para voltar a voar acompanhado, no abismo da solidão. E não há nada mais assustador do que o abismo. Tenho medo. Não quero voltar a ter medo.
E, subitamente, começo a precisar de ti, o novo capítulo da minha vida.
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