Na última conversa com o Pégaso Mágico descobri que ele está igual a mim, numa situação bastante parecida. Desapareceram-nos as pessoas que nos faziam sorrir.
De alguma forma sinto algum conforto a falar com o Pégaso, mas não posso deixar que se apodere da minha vida, nem eu posso entrar na dele sem mais nem menos. É confortável, mas é perigoso.
O Pégaso está assustado, mas já está longe de quem gosta há mais tempo que eu, o que me faz querer ouvir as suas palavras. De alguma forma, ainda que eu saiba que a dor continua lá, ele insiste que está conformado. E a este ritmo eu vou conformar-me também. A dor que é grande começa a enfraquecer, e depois disto, depois de ficar quase nula, não sei se quero voltar ao estado feliz em que estava. Acho que vou lutar para permanecer nesse limbo sem dor que o Pégaso idealiza. Sofrer não traz felicidade, ainda que nos traga lembranças (que por sua vez são parte da felicidade).
Vou ouvindo os deuses, e desenhando alguns dos seus nomes..
I am falling asleep..

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