Algo está mais forte. A dor já não é dor. Todas as emoções sumiram.
Numa tentativa de perceber o que se está a passar falei mais uma vez com um Pégaso Mágico.. Não se riam de mim, o Pégaso existe. Riam-se de mim, falei com um Pégaso..
Sumiram mas estão presentes! Só passaram de psicológicas a físicas. Aquele mal estar transformou-se em enjoos fortes. O cansaço mental apoderou-se das minhas horas de sono. Não durmo, mal como.
Não conheço esta fase, é-me estranha.
O Pégaso falou-me de paz.. e não se quis abrir comigo, nem eu com ele, com medo que as palavras se tornassem em algo mais profundo que palavras. E algo mais profundo pode ser perigoso.
As suas eram uma chave enferrujada, que tentava abrir os meus olhos, fechados com um cadeado por código. A chave não tinha por onde entrar.
A verdade é não se dirigiam a mim. O Pégaso tem o coração ferido, e partilha o que estou a sentir. Não mo disse, mas não foi preciso. Aquelas imagens felizes não passam de imagens, e as vontades de mudar a infelicidade não passam de ideais. Desejamos boa sorte um ao outro, e seguimos caminho. Eu para o meu canto solitário, e ele para o dele, que de momento está mais iluminado que o meu.
Quanto à rapariga misteriosa, estou cada vez mais certo de que é incerto o nosso futuro. Será que vamos voltar a ser amigos? Curará o tempo algo que não aconteceu? Ficaremos para sempre sem falar, numa incerteza certa?
Obrigado Pégaso Mágico.
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