Não estou livre e tenciono mudar isso. Até agora não saí destas paredes, e os enjoos ainda não passaram.
Amanhã espero acordar com vontade de sair, não, vou acordar com vontade de sair!
A rapariga misteriosa nunca mais falou, talvez não sinta nada disto como eu sinto, e as nossas conversas não tenham passado de puras ilusões.
Hoje lembrei-me e analisei outra vez mentalmente a última conversa. Disse-me que não podemos encontrar conforto em ninguém, se não em nós mesmos, porque em algum momento todos desaparecem.
A rapariga misteriosa desapareceu, mas ainda está bem presente. Passou de uma suave almofada de comodidade a uma coroa de espinhos bravos. Ainda cá está, mas desvanece aos poucos... (pergunto-me como estará ela agora..)
Se nos afastarmos dos problemas eles não se resolvem, ensinou-me outrora quem agora me odeia. Mas não posso ter isso em mente se não alcançar a paz interior de que o Pégaso me falou. Vou só afastar-me então.
Se nos afastarmos dos problemas eles não se resolvem, ensinou-me outrora quem agora me odeia. Mas não posso ter isso em mente se não alcançar a paz interior de que o Pégaso me falou. Vou só afastar-me então.
Hoje tenho medo do escuro; amanhã, talvez consiga ver a luz..

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