Levo ao ar mais umas palavras e não sei se espero resposta alguma. Grito.
A maré em
frenesim
Fez água e vento em
escada
Entende ambiente
tenso
E então o que é o
fim,
Senão o fruto
propenso,
Da árvore mais mastigada?
Corredores mortos
de tempo
Intervalam chance
bruta
De ver o tudo no
nada
Com hipótese
pouco astuta,
D’entre escasso
movimento
Correr sobre linha
rasgada
E se não pode ter
tudo,
O que deve
acontecer?
Deixa tal maré
feliz,
Ou com um pouco
de estudo,
Encontra um outro
juiz
Que deixe a chuva
viver?
De novo te chamo
vento
Invoca uma voz
oculta,
Ela diz-te o que
fazer
Que sou chuva pouco
adulta
E só uso o
pensamento
P'ra não te
deixar morrer

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