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domingo, 6 de outubro de 2013

Maré de tormentas, perigos do regresso - 2

Grandiosos castelos com belas e fortes construções foram erguidos sobre pequenas rochas, que sem trabalho não deixariam de o ser. As árvores deram lugar a sabedoria, e os nervos quentes transformaram-se numa quieta evolução de inquietação.
Sim, quero gritar. Sim, quero fazer com que as árvores me ouçam, que me ouça o frio e cruel mar, e os barcos que nele navegam, e quero que tu, vento, arranjes coragem necessária para me soprar ao ouvido a palavra errada no tempo certo. Ou talvez a palavra certa no tempo errado.
Que seria da degradação e corrosão sem o tempo? E o que seria do tempo sem esses também?
Promessas não são diferentes dos ramos da minha árvore. Se não fosse o vento, e a corrosão, e o nada, e o tempo.. eles nunca se partiriam.
Por isso constrói! Constrói castelos, e protege as árvores num bonito jardim, com perfume e calor. E talvez daí nasça a sabedoria.

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