As rectas que fazem hoje o círculo que é a minha vida estão gastas. Tenho tentado que cordas me puxem, mas acabam por falhar.. Rompem-se porque não têm força, ou são tão velhas e gastas que parecem nem sequer perceber os espaços entre os meus dedos, e a dificuldade que é agarrar com a alma da mão..
Sinceramente, não sei se é a culpa minha, ou se do ar que respiro, mas suportar este fardo tem sido de tão árdua índole, que as minhas costas marcadas não são sequer capazes de aguentar mais umas gramas de desespero..
E entre incertezas cruéis tenho pedido, a pensar, que venha alguém que não saiba e que me possa ajudar.
Faz-me ar perceber, vale a pena respirar? Faz-me sol sonhar, é certo entender? Faz-me chuva decifrar, até que ponto então, era profundo aquele olhar..

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