As árvores estão sem folha. O mar não tem sal. Os campos choram e as cidades estão cheias de flores.
Trilho um caminho oculto. Não sei onde piso, estou eu a partir ossos?
Entro-te por alguns nervos que escondes no perfume, aconitum; Senti-te o odor e estou parado. Como podes ter-me feito isto?
Prendo alguns dos teus cabelos com a memória. Não me restam mais forças. Nada em mim se move e os órgãos não fogem à regra.
Sou feito de netúnio, plutónio e amerício. Vou morrer cedo.
Vive aconitum, vive! Mata-me. Sou teu eternamente, sou teu nestes segundos. Não sou teu.
Mata-me aconitum, mata-me! Quero sentir o teu cheiro...
Como podes ter-me, feito isto?

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