Sustém a respiração para não te afogares. O rio partiu a pedra macia e bondosa que o segurava.
Tão incerto era, e tão frágil. Acabou por partir a pedra dura, feita para aguentar todo o peso possível. Fugiram as águas, o rio secou e a pedra continua partida no meio de tão fundo leito.
Levai vento palavras tristes e dissipai-as. Contai às árvores tais aventuras e pedi-lhes que não as partilhem com seus ramos. Dizei-lhes que o rio escolheu o curso mais fácil e desaguou no mar cruel. Como ama o rio o mar cruel..
Fitem-me todas as gotas de chuva. A árvore que parece dura está oca. Ouvem-se suspiros da brisa.
Não sustenho mais a respiração e afogo-me. Morri.

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