Esqueceste-te de como são lindas as palavras dirigidas irracionalmente? Pára de sentir que não sentes. És horrível. Pára de fingir que não finges. És horrível.
Uma árvore mora no oceano. Um peixe está numa floresta. Engana-te.
Pequenos montes de nada. Espinhos aguçados de algodão puro. Calafrios. Suspiros. Suor.
Mata-me. Peço-te que me mates. Quero que me mates. Odeio-te. Sentimentos negros fluem-me da cabeça aos pés. Não me atrevo a odiar-te. Estou cego, surdo, mudo. Não consigo sequer mexer-me. A apatia instável que me causa náuseas intervala o som do teu silêncio impuro com episódios anteriores. És linda. Essa apatia é justa. Ouço injustiça.
Amo-te. Ainda carrego a nossa pedra, mas está muito pesada.
Amo-te. Ainda carrego a nossa pedra, mas está muito pesada.

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